Páscoa – A origem da Sexta-Feira Santa

Não basta apenas comer peixe

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Como surgiu à Sexta-feira Santa? Por que o dia em questão é celebrado de maneira respeitosa e sacra praticamente no mundo inteiro? Existe algum país no mundo que não reconheça, ou comemore a data?

A celebração da primeira Páscoa

A celebração da Páscoa é um ritual antigo, mesmo antes da reunião de Jesus o Cristo para com os apóstolos para a celebração da última ceia, pouco antes de sua crucifixão, de acordo com os textos bíblicos, encontramos no livro de Êxodo a menção sobre a celebração da primeira Páscoa.

Na ocasião, o momento solene, celebrou o livramento da escravidão dos filhos de Israel das mãos severas do Egito. Segundo a história bíblica, os Hebreus foram cativos do julgo de Faraó, por aproximadamente 430 anos.

A libertação do povo, no entanto, veio pelas mãos de um Hebreu que foi criado como o filho da filha de um dos Faraós que governava a nação. Moisés, foi o homem que levou a liberdade aos israelitas. Tal carta de alforria, veio logo depois da execução das dez pragas que caíram sobre o povo egípcio. A Páscoa judaica, no entanto, se sucedeu horas antes da concretização do último flagelo.

Páscoa - A origem da Sexta-Feira Santa
O povo Hebreu celebrou a 1ª Páscoa momentos antes do acontecimento da última praga sobrevinda aos egípcios

A história relata que, “o anjo da morte” desceu e matou todos os primogênitos daquela terra. A praga só não alcançou as casas daqueles que haviam seguido as instruções de Moisés. O libertador orientou o povo a sacrificarem um cordeiro, cear e passar o sangue do animal nas umbreiras da porta.

Após a morte dos primogênitos do Egito, o povo foi autorizado à partir. O Faraó deu ordens para que finalmente os cativos deixassem o cativeiro.

A Páscoa que foi realizada pelos Hebreus, além do consumo da carne do cordeiro, também houve o consumo de ervas amargas que acompanharam o cardápio. As ervas eram sinais e lembranças para que o povo nunca esquecesse dos tempos de servidão na terra dos egípcios.

A Páscoa Cristã e a orgiem da Sexta – Feira Santa

Já na liturgia cristã, a Páscoa celebra o Cristo ressurreto. Depois de padecer na cruz, no terceiro dia, ressuscita. Daí começa todo o contexto da Sexta – Feira Santa e toda simbologia que envolve a liturgia.

As atividades, que tentam reconstituir os episódios dos últimos momentos da vida de Jesus, começam a ser realizados na Quinta-feira Santa.

Neste dia em específico é feita a cerimônia de lava-pés. O ritual traz a remontagem dos eventos da última ceia realizada por Jesus, quando próprio Senhor, humildemente, lavou os pés de seus apóstolos.

A Sexta-Feira Santa, ou Sexta-Feira da Paixão, como também é conhecida, é o dia D, do começo do sofrimento de Cristo. Neste dia ele foi condenado, torturado, obrigado a carregar a cruz e morto no calvário.

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O lava pés foi executado por Jesus, no decorrer da realização da última ceia

Para os cristãos, principalmente católicos, esse é um dia de sacrifício, consternação pela morte de Jesus. Então, daí vem abnegação do consumo da carne vermelha na sexta-feira santa.

Explica-se que, na época, a carne era artigo de luxo, coisa muito rara na mesa dos mais pobres (parece que não houve muita mudança para os dias atuais, ao menos nesse sentido). Já o peixe por ser mais em conta, figurava com mais frequência no cardápio dos mais humildes.

Porém, ato de se comer peixe não significa adotar a simplicidade. O exemplo de Cristo, na última ceia e todo o seu sacrifício simboliza também uma penitência.

Para muitos religiosos adeptos da fé cristã, não basta apenas comer frutos do mar. Para eles, toda a refeição deve ser simples –  sempre prevalecendo o cardápio peixe, – além disso, deve-se evitar quaisquer outros tipos de prazeres, vontades pessoais no dia. Na liturgia da Via Sacra é encenada os 14 momentos da Paixão de Cristo.

No Sábado de Aleluia, é momento de uma profunda reflexão sobre morte de Jesus. Já no terceiro dia, ou seja, no domingo, renovam-se as esperanças e celebrações com a ressurreição de Cristo com a promessa da remissão dos pecados e da vida eterna.

Países que não comemoram a Páscoa

Países onde a influência e predomínio cristãos são menores, a data é lembrada, mas não é dada mesma ênfase e notoriedade quanto as nações que adotam o princípio cristão.

Indonésia, Paquistão, Bangladesh, Turquia,  Egito, Nigéria, Líbia, Irã, que são países islâmicos, dão maior importância aos ensinamentos de Maomé, profeta que teria vivido entre os anos 570 e 632 d.C, posteriores a Cristo.

Páscoa - A origem da Sexta-Feira Santa
Para os muçulmanos Cristo é apenas um dos cinco dos grandes profetas

Os muçulmanos até reconhecem a figura e a existência de Jesus o Cristo, não como o salvado do mundo, mas só como sendo um dos cinco grandes profetas que vieram anunciar a palavra de Deus ao homem. Por esse motivo, eles mantêm apenas uma relação de respeito, mas a data não é considerada sagrada para seu credo.

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